NOTHING
- 23 de ago. de 2018
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Os braços guardavam as marcas de dor
Por que a comiseração precisava superar o coração
Frágeis dedos
Pés descalços em possas de lágrimas
O mundo ria de si
E ainda achava graça
O bom se torturava em casa
Enquanto o mal, fazia das ruas sua casa
Ninguém salvava a si
Ninguém salvaria a pátria
Solidão era modinha de botequim
Todo mundo seguia o modelo do manequim
Sorrisos falsos
Bolsos cheios de coisas
Das tais que compravam o mundo, mas não compravam nada
Os retratos eram lindos
Mas eram falsos
Enganavam a si próprios
O mundo se afogava em solidão
E da janela da paulista, eu a via
Enquanto me afogava na minha própria utopia



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